terça-feira, 25 de janeiro de 2011

AMBER: POEMA



NEGRA REVOADA

Escrevo um verso e vejo espíritos inquietos
tingindo abóbadas do céu crepuscular
a imagem tua fende o peito a ofegar
és um presságio de futuros tão funestos

Não quero o sono, temerei fechar os olhos?
e entrever minha fria e negra sepultura
Ah! não chega a alvorada, e esta tortura
afugenta a curta paz dos calmos sonhos.

Oculta o trágico pungir da noite amarga
ao fundo do horizonte, sinto o nada...
vem as ondas e rezo ao firmamento!

Quem dirás que eles me levem - vou morrendo
do desconhecido o ósculo aquiescendo
sob a algia desta negra revoada!

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